Curitiba quer ser referência em dados abertos e se prepara para a chegada do 5G

Em entrevista ao RCD Cidades desta quinta-feira (08), presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação fala a gestores, empresários e academia sobre as ações que fazem da capital do Paraná ser uma das mais inovadoras e inteligentes do país

 

Além de ser considerada uma das capitais mais inteligentes do país, Curitiba também quer ser referência no uso de dados abertos, segundo a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Cris Alessi. As ações de inovação de Curitiba foram apresentadas no RCD Cidades desta quinta-feira (08), o programa de entrevistas da Rede Cidade Digital, conduzido pelo diretor da iniciativa, José Marinho. “A gente acredita muito no poder da comunidade de tecnologia para que ajude a cidade e a gestão pública, a partir dos dados abertos, fazer produtos e serviços de melhor qualidade, com mais eficiência, assim como acontece em várias cidades do mundo”, comentou.

 

Segundo a presidente da Agência Curitiba, a capital paranaense também vem se preparando para a chegada do 5G. “Hoje Curitiba é a quinta cidade do ranking da Anatel para cidades amigas da internet. Éramos a vigésima em 2019 e em 2020 subimos muitos pontos nesse ranking por causa da nossa articulação de decretos das Antenas”, argumenta.

 

Entre os principais fatores que colocaram Curitiba em destaque, acrescenta Cris, está a criação do Conselho de Inovação, em 2018, que impulsionou o desenvolvimento do programa Vale do Pinhão. De acordo com ela, o programa atualmente é baseado em pilares como urbanização e sustentabilidade, legislação e incentivos fiscais, articulação do ecossistema de inovação, que une poder público, academia e iniciativa privada, e transformação digital dos serviços públicos. "Mas trazendo junto o cidadão como protagonista. E essa articulação talvez seja o grande ganho do ecossistema de inovação da cidade, dos passos largos que Curitiba deu em tão pouco tempo para se transformar em uma cidade tão protagonista”, ressalta.

 

Outro ponto importante para o fomento da cidade inteligente, acrescenta a presidente, é a formação das pessoas. “Não há uma cidade inteligente se as pessoas não acompanharem esse movimento de tecnologia, desenvolvimento de visão de novas habilidades para o mercado de trabalho. Então, a gente trabalha muito essa educação empreendedora digital”, completa.

 

O diretor da RCD, José Marinho, também lembra que o planejamento e investimento em cidade inteligente deve colocar o cidadão no centro do desenvolvimento das políticas públicas. “Seja cidade digital, conectada ou inteligente, o importante é a melhoria na qualidade de vida das pessoas. Por isso, o objetivo do RCD Cidades é compartilhar informações e conhecimentos que forneçam subsídios para a implantação de políticas públicas que transformem cada localidade no melhor lugar do mundo para se viver”, ressalta o diretor da RCD.