Selene Wendt, Magne Furuholmen e Guilherme Vergara com parte da obra.

/ Divulgação /
texto: Eli Antonelli, jornalista Brasil, Revista Aurora Boreal, Brazilian Norway e Café Sabor Leituras - arte e educação

De 05 março a 20 maio de 2016 está previsto para ocorrer no Rio de Janeiro a exposição "A arte de contar Histórias" com obras de diversos artistas com curadoria de Selene Wendt. 

A exposição ocorrerá no MAC de Niterói que está em fase de reformas e em breve será aberto para o público com muitas novidades.

Vamos acompanhar a abertura do museu (que está em obras) e conversar com os diretores para saber cada detalhe do que vem por aí. A expectativa é de muitas novidades. Certamente o público vai se encantar com o MAC.

A ansiedade com esta exposição é enorme por parte de artistas, professores, estudantes, pesquisadores, escritores e muitas pessoas ligadas à música. Em setembro de 2015 ocorreram oficinas que despertaram muitas curiosidades e interesse no grande evento.

A exposição conta além da curadora convidada, Selene Wendt, outros curadores das instituições envolvidas como  MAC e Museu de Arte Popular Janete Costa, e a participação de Lúcia Rosa do coletivo Dulcinéia Catadora que vai encantar os visitantes com um catálogo cheio de informações e feito com muito carinho. Será uma grande surpresa para os visitantes.

Entre os artistas participantes o público vai se surpreender com  Gilvan Barreto; Dulcinéia Catadora; Marilá Dardot; Magne Furuholmen; William Kentridge; Lobato & Guimaraes; Cristina Lucas; Fabio Morais; Ernesto Neto; Ulf Nilsen; Andre Parente; Rodrigo Petrella; Rosana Ricalde; Eder Santos; Valeska Soares; Elida Tessler; Nina Yuen; Sergio Bernardes/Guilherme Vaz.

Estes artistas utilizam na composição de suas obras instalações, vídeo projeções, objetos e ambientes intensificando a relação indissociável entre o sentido de cada obra e seu lugar específico. 
Oficina MAC Niteroi 29/09/2015 foto: Eli Antonelli


A curadora conta que cada obra é um discurso, uma forma de enunciação ou território de vivência, relata ela, que se realiza tomando para a  própria pessoa e sendo tomada pelas semânticas e materiais do lugar e arquitetura.     "As obras não são objetos de narrativas fixas mas sim, caixas acústicas e amplificadoras das vozes e narrativas que se produzem pelos encontros com cada leitor – visitante – viajante. O que se acrescentam então como polifonias é a formação de um percurso tecido de múltiplas narrativas atravessando e atravessados por visitantes viajantes da paisagem sempre presente da Boa Viagem", destaca.

A exposição faz parte de uma visão 360º que integra as comemorações do MAC 20 um museu com foco na paisagem e aberto ao público, onde a paisagem integra também as exposições. O público vai se encantar. Uma novidade no Rio de Janeiro para celebração de 2016.
Momento de debate da oficina - Foto: Eli Antonelli29/09/2015


O conteúdo da exposição

A inspiração é baseada em livros de renomados escritores e trazem em formados variados histórias de autores adorados pelo púbico como Jorge Luis Borges, Mario Vargas Llosa, Gabriel García Márquez, Pablo Neruda e João Guimarães Rosa.

A exposição vai trazer o impacto da literatura sob a arte internacional. Traz como influência principal a obra "O Narrador" de Mario Vargas Llosa.  Uma história de luta pessoal profunda e uma busca pelo sentido e com descobertas transformadoras.

É impossível num simples relato como esta trazer o tamanho da exposição e sua importância. O público vai vivenciar cada momento e construir sua própria história a partir da arte exposta no MAC.

A ansiedade para a divulgação oficial da programação da exposição toma conta do público. Muitas pessoas estão ligando para o MAC para saber a data exata da abertura da exposição.


Entre os artistas da exposição estará presente obras do artista visual Magne Furuholmen que integra também o grupo a-ha. Uma das bandas musicais de grande sucesso no Brasil. 

O artista integrou oficinas com jovens. A  intervenção  ocorreu  com blocos de argila e  letras de alumínio. Foram duas oficinas uma acompanhada  por Luiz Guilherme Vergara, que focou sobre a origem da palavra, as antigas inscrições em tábulas de argila, suas possibilidades de sentidos, destaca a curadora. Foi auxiliado pela escultora Keiko Mayama "Dezoito jovens vivenciaram, em seguida, a experiência de gravar ou desenhar símbolos em pequenas placas de argila", conta Selene.

A outra oficina ocorrida no dia 29 de setembro de 2015. Magne junto com os jovens estampou frases e palavras nos 5 blocos de argila que foram montados no pátio do MAC.

Intencionalmente foram expostos à ação do tempo deixados para a deterioração natural.O artista Magne solicitou ao grupo que registrasse as mudanças nos blocos, uma proposta de arte efêmera em que o processo tem mais relevância, marcado pela ação coletiva. Magne destacou aos meninos que o museu é como a arte espaço de todos.

A ansiedade pela abertura da exposição

Fabi Machado Lorega é de Minas Gerais e esteve no Museu de Niterói em outubro de 2015 e se encantou com as peças que estão expostas do lado externo do Museu "Eu vi parte do que vem por aí e já me apaixonei. Estou ansiosa para conhecer toda exposição".

Ingryd e o arista visual Magne
Ingryd Portillo é uma apaixonada por arte. "Ainda não tive oportunidade de saber detalhes sobre os artistas que estarão na exposição, mas estou curiosa. Eu sou fã da banda a-ha e sei que o Magne tem obras na exposição. Eu gosto muito do trabalho dele como artista visual e acompanho, amo Paynes Gray e estou buscando também o livro Transit "

A analista de sistemas Maria Gabriela, mora em Buenos Aires/ Argentina e está encantada com a exposição que ocorrerá no Brasil "Gostaria muito de ver esta exposição e conhecer também as obras do artista e tecladista Magne da banda a-ha que é o artista que tive acesso que estará na exposição. Quero muito saber dos trabalhos dos demais, estamos ansiosos. Gosto muito de literatura e fiquei feliz em saber que este é o principal foco, conta.

Desafios e sonhos: Fátima Araújo construindo histórias
Fátima Araújo é uma das pessoas que mais está sonhando em conhecer a exposição "A arte de contar Histórias" da curadora Selene Wendt. Já está pesquisando sobre os artistas que terão suas obras expostas no Mac Niterói/RJ.

A jovem teve uma doença grave no ano de 2004 que a fez perder os movimentos das pernas. Fátima foi diagnosticada com distrofia muscular espinhal progressiva. E hoje entre livros, poesias e música reconstrói a sua própria história entre sonhos e esperança. 

A literatura é uma das companheiras preciosas de Fátima. Ela adora ler até histórias infantis de livros dos sobrinhos que iluminam sua imaginação. Mas, também é fã de autores consagrados como José de Alencar. 

 Mora no Maranhão e trabalhava como marisqueira pegando ostras e mariscos na feira do Guará. Fátima é uma fã da banda a-ha e tem acompanhado como pode a carreira do artista visual Magne. (e tecladista da banda a-ha), buscando sempre informações em sua página pessoal na internet.

Além da dificuldade de locomoção por ser cadeirante, Fátima não tem condições financeiras de pagar uma viagem até a cidade do Rio de Janeiro, mesmo sabendo de todas as barreiras que a impedem de perceber a arte no museu MAC Niterói, isso não é o suficiente para impedir sonhos e acreditar que talvez possa ser possível sentir e construir em conjunto com os visitantes do museu as impressões que os diversos diversos artistas da mostra "A arte de contar histórias" pretenderam despertar no público  brasileiro. 




Em breve será lançada a programação oficial da exposição. Vamos acompanhar cada detalhe e trazer mais novidades aos apaixonados por arte.


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